Café Brasil 30 anos
Café Brasil Fertilizantes · Plano Hormuz 26/27
Confidencial · Diretoria · Alfenas/MG · Maio 2026
v.2.0 — análise por produto + posicionamento + eventos
Café Brasil Fertilizantes · Plano interno · Safra 26/27

A safra que vai separar os que reagem dos que apenas esperam.

Diagnóstico, posicionamento de marca, estratégia por linha de produto (Ciclus, Viça Café, BRSolo, Bio Brasil), plano de ação comercial, eventos com produtores e simulação financeira — para a indústria de fertilizantes de alta performance fundada em 15/out/1996, em Alfenas, sede da cafeicultura mineira, diante do fechamento do Estreito de Hormuz e da safra 26/27 estimada em até 75,6 milhões de sacas.

01

Diagnóstico

O que mudou, o que está em jogo, o que ainda pode mudar.
Choque Geopolítico
O estreito que move um terço do comércio mundial de fertilizantes está fechado há 76 dias.
Em 28/02/2026, após escalada militar Israel–EUA contra o Irã, o tráfego comercial no Estreito de Hormuz foi suspenso. Por ali passam cerca de 20% do petróleo global, 20–25% do GNL e aproximadamente um terço de todo o comércio marítimo de fertilizantes. O Brasil — maior importador mundial — é desproporcionalmente afetado, sobretudo no nitrogênio. O conflito redefiniu, em 76 dias, a estrutura de custo da safra 26/27.
Ureia · Nitrogênio
90%
do que o Brasil consome de ureia é importado. 36% vem do MENA (Irã, Omã, Catar, Arábia, Egito, Bahrein, EAU). Produto mais crítico.
MAP/DAP
70%
importado. Exposição moderada.
KCl · Potássio
95%
importado, mas via Rússia/Bielorrússia/Canadá. Menor exposição a Hormuz.
Preço atual
Ureia +53% acima do pré-conflito
A ureia está em US$ 552/t (12/mai), em queda de ~8% nas últimas 3 semanas no Brasil, mas ainda 53% acima dos níveis pré-fechamento de Hormuz. MAP em ~US$ 640/t. KCl em ~US$ 360/t.
Mercado futuro
CBOT precifica normalização gradual até agosto
Curva de futuros aponta ureia abaixo de US$ 600/t a partir de junho, com agosto/26 próximo aos US$ 400/t. Sinal: compra escalonada, não pânico.
Comportamento de mercado
Paralisia coletiva
Produtor com medo de comprar caro. Distribuidor com medo de estocar e desvalorizar. Indústria com receio de matéria-prima sem demanda. Quem decide com método nas próximas 8 semanas captura a safra.
Impacto na margem do produtor — cenário-base de alta de 40% nos fertilizantes
Soja perde ~7 p.p. de margem bruta · Milho perde ~12 p.p.
Em sacas/ha: soja sobe de ~9,4 para ~13,2 sacas/ha em fertilizantes (+4 sacas). Milho sobe de ~24 para ~34 sacas/ha (+10 sacas) — em cultura cuja margem já é apertada. O produtor não vai parar de plantar; vai plantar diferente. Ele vai cortar dose, atrasar compra, trocar fonte, e priorizar quem oferecer solução técnica + crédito + relacionamento. Esse é o terreno onde a empresa vai vencer ou perder a safra.
02

Timeline da Safra

Onde estamos hoje e quando a decisão precisa estar tomada.
FEV 26
início conflito
MAIO · HOJE
decisão
JUN
JUL
fim janela compra
AGO
SET/OUT
plantio soja
NOV/DEZ
JAN/FEV 27
milho safrinha
Maio — Agora
Travar 30% do volume de N. Iniciar barter com produtores-âncora. Comunicação ativa.
Junho–Julho
Janela de compra de insumos para 26/27. Travar mais 30%. Workshops e Café com Mercado.
Set–Out
Pico de MAP/DAP. Dia de Campo. Entregas escalonadas. 40% restante já comprado.
Jan–Fev 27
Pico de ureia (cobertura soja + safrinha). Aqui a empresa que tem produto domina o preço.
A janela real de decisão é maio → julho. Tudo que for travado fora dessa janela paga prêmio de risco. Tudo que não for travado, vira aposta binária no comportamento do conflito.
03

O Mercado em Números

Preço, exposição, dependência — o que os dados estão dizendo.

Preço FOB · ureia, MAP, KCl

Importação Brasil, US$/t · jan/25 a maio/26 (real) + futuros até ago/26

Dependência por origem

Ureia importada · share dos exportadores

Relação de troca · sacas de produto por tonelada de fertilizante

2025 vs 2026 — quanto o produtor precisa entregar para comprar 1 t

Estrutura de custo por cultura

Fertilizante como % da receita bruta
04

Postura Estratégica

Como a empresa se posiciona — três pilares simultâneos, não sequenciais.
i.
Segurança de suprimento
Travar 60% do volume crítico de N e P até julho, em janelas escalonadas, com origens diversificadas. Quem tem produto em set/out e jan/fev manda no preço — não quem comprou mais barato em maio.
ii.
Parceiro técnico do produtor
Agrônomo da empresa visita; oferece otimização de dose, fonte alternativa, fracionamento. Vende solução, não saco. Produtor que se sente protegido na crise se torna cliente vitalício.
iii.
Captura de share
Concorrente fragilizado perde produtor. Barter agressivo, contrato Garantia de Safra, crédito estruturado. A meta não é defender 100% — é sair da crise 15–20% maior.
Postura barbell: agressivo na segurança de suprimento e na captura de share, conservador no meio. Comprar tudo agora = pânico. Não comprar nada = aposta. Comprar 30% / 30% / 40% em três janelas = método.
05

Posicionamento de Marca

Quem a Café Brasil é, e quem ela precisa ser nos próximos doze meses.
A marca hoje
"Indústria de fertilizantes de alta performance, nacionalmente conhecida pelos produtos Ciclus, Viça Café e BRSolo."
A Café Brasil é, há quase 30 anos, uma das marcas mais respeitadas dentro da cafeicultura — especialmente no Sul de Minas. Tem autoridade técnica (Ciclus NS, Ciclus NK, ureia de liberação lenta, com publicação científica internacional desde 2013), proximidade territorial (Alfenas, no coração do Sul de Minas), e foco em culturas de alto valor agregado. Mas a marca também é vista como especialista em café — o que em momento de crise pode ser força (foco) ou fraqueza (concentração). A safra 26/27 é quando a marca decide qual dos dois caminhos seguir.
A marca em crise · risco
Ser percebida como "cara"
Produto premium em momento de aperto = produtor migra para genérico. Risco real: perder share em formulações commodity para concorrente regional.
A marca em crise · oportunidade
Ser percebida como "a que entrega"
Quando concorrente fica sem produto em set/out e jan/fev, quem tem estoque e relacionamento captura o cliente. Janela rara de captura de share premium.
A marca futura
Ser percebida como "parceira técnica"
O cafeicultor de 2026 toma decisão com base em dados (Régis Ricco, Fenicafé). Quem entrega ciência + produto + crédito ganha o longo prazo.
Promessa de marca para 26/27
"A Café Brasil entrega o que promete — mesmo na safra mais difícil."
Três pilares de comunicação que devem aparecer em todo ponto de contato (rótulo, vendedor, evento, mídia, vídeo do dono): (i) Tecnologia que economiza nitrogênio — Ciclus de liberação lenta reduz dose 10–15%, é a resposta natural à crise de ureia. (ii) Disponibilidade garantida — diferentemente do concorrente que vai sumir do mercado, Café Brasil está estruturada para entregar. (iii) Origem mineira, raiz na cafeicultura — feita em Alfenas, por gente que entende café, ao lado de quem produz café há 30 anos. Nunca falar de preço primeiro — sempre falar de entrega, performance e parceria.
Tom de voz · do que NÃO falar
O que evitar em toda comunicação na crise
Não falar: "preço", "promoção", "oferta", "imperdível", "última chance" — soa oportunista num momento de aperto financeiro do produtor. Não falar: "guerra", "Irã", "Hormuz" como se fosse argumento de venda — o produtor já está cansado de ouvir. Não falar: "compre antes que falte" — gera ansiedade, queima confiança.

Falar: "performance", "garantia", "ao seu lado", "tecnologia", "rendimento por hectare", "menos dose, mais resultado", "30 anos de Café Brasil".
Pilar 1 · Tecnologia
"Mais lavoura por kg de N"
Tagline para Ciclus NS e Ciclus NK. Mensagem central: o produtor não precisa comprar menos Café Brasil — ele precisa aplicar menos vezes com Café Brasil. Mudança sutil mas essencial.
Pilar 2 · Entrega
"Estoque comprovado"
Mostrar estoque físico em vídeos da fábrica, do armazém, do galpão. Produtor vendo pilhas de saco é mais persuasivo que qualquer release de imprensa. Conteúdo de transparência radical.
Pilar 3 · Mineira
"Daqui · feito para aqui"
Quase 30 anos em Alfenas. Reforçar mineiridade e proximidade. Em ano de crise, produtor compra de quem conhece pessoalmente. Vantagem estrutural da Café Brasil sobre multinacionais.
Resumo do posicionamento: a Café Brasil não compete por preço — compete por performance entregue. Cada saco que sai da fábrica precisa ter um vendedor, um agrônomo e uma campanha dizendo a mesma frase: "Você aplica menos, colhe mais — e a gente está aqui."
06

Análise por Linha de Produto · Café Brasil

Ciclus · Viça Café · BRSolo · Bio Brasil — posicionamento, exposição e estratégia individual.

Ciclus NS®

N de liberação lenta · com S
Exposição a HormuzALTA · matéria-prima
Por que é estratégico agora: liberação lenta reduz volatilização do N — em crise de ureia, ele é o argumento técnico-econômico mais forte do portfólio. Estudo IFSULDEMINAS já demonstrou crescimento vegetativo superior do cafeeiro com Ciclus NS vs sulfato de amônio.

Ação: elevar Ciclus NS de produto-margem para produto-âncora da safra 26/27. Campanha técnica focada nele. Material de venda com dados de redução de dose. Reforço de estoque +25%.

Risco: depende de ureia/sulfato como matéria-prima — travar matéria-prima até julho.

Ciclus NK®

N + K de liberação lenta
Exposição a HormuzMÉDIA-ALTA
Por que é estratégico: produto-bandeira da Café Brasil em cafeicultura — uso em área produtiva já demonstrado em pesquisa publicada pela IFA (Pinto et al., 2013). Diferenciação técnica clara.

Ação: manter posicionamento premium. Comunicação direcionada a produtor de média/grande escala que valoriza assistência técnica. Não brigar por preço — brigar por resultado/ha.

Risco: médio. KCl menos exposto a Hormuz, mas N continua sensível.

Viça Café®

linha formulada · cafeicultura
Exposição a HormuzMÉDIA
Por que é estratégico: marca já consolidada na cafeicultura, com forte reconhecimento regional. É a porta de entrada do produtor médio.

Ação: manter linha completa e estoque robusto. É o produto que sustenta o volume — não pode faltar em set/out. Possibilidade de criar variante "Viça Café Plus" com inibidor de urease.

Risco: sensível a alta da matéria-prima. Repasse cuidadoso, parcial, com fracionamento de pagamento ao produtor.

BRSolo®

corretivos · condicionadores de solo
Exposição a HormuzBAIXA
Por que é estratégico: matéria-prima nacional (calcário, gesso, fontes orgânicas) — imune à crise de Hormuz. Em momento de aperto, é a categoria que cresce: produtor que vai cortar fertilizante vai investir mais em correção de solo para potencializar o que aplicar.

Ação: jogada ofensiva clara. Aumentar produção, ampliar comunicação, criar combo "Análise + BRSolo + Plano de Adubação". Margem alta, sem risco geopolítico.

Risco: baixíssimo. É a categoria mais segura do portfólio.

Bio Brasil®

soluções biológicas · inoculantes
Exposição a HormuzNULA
Por que é estratégico: linha de biológicos é a aposta de longo prazo do agro brasileiro, totalmente alinhada ao discurso de "menos N de origem fóssil". Em crise de ureia, é a porta para conversar com produtor sobre fixação biológica de N e redução de dependência.

Ação: a jogada institucional. Posicionar Bio Brasil como a resposta de longo prazo. Combo soja: inoculante Bio Brasil + base mineral reduzida. Conteúdo educativo intenso.

Risco: nulo. Margem alta, percepção positiva.

Formulados NPK customizados

blendagem por análise de solo
Exposição a HormuzMÉDIA
Por que é estratégico: aqui mora a margem da casa. Mistura customizada permite substituir parte do N por sulfato de amônio (menor exposição a Hormuz) sem o produtor perceber, mantendo o resultado agronômico.

Ação: reforçar serviço de blendagem como diferencial. Contrato anual por talhão. Atender cooperativas e grandes produtores.

Risco: médio, mas controlável com receita técnica bem desenhada.
Estratégia integrada por linha: Ciclus puxa o discurso técnico (eficiência). Viça Café puxa o volume (mercado massivo de café). BRSolo puxa a margem (sem exposição a Hormuz). Bio Brasil puxa o futuro (narrativa). Cada linha tem um papel — e o time comercial precisa saber qual oferecer em qual situação.
07

Posicionamento por Matéria-Prima

Por trás de cada linha Café Brasil — os fertilizantes-base, sua exposição e estratégia de compra.

Ureia

N · 45–46% · CO(NH₂)₂
Exposição a HormuzCRÍTICA
Estratégia: travar 70% do volume da safra 26/27 até julho. Diversificar origens (Rússia, Argélia, Trinidad, Nigéria). Reservar 30% para spot, aproveitando queda do futuro.

Cliente: oferecer fracionamento de aplicação e ureia com inibidor (NBPT) — reduz perda, permite dose 10–15% menor.

Risco: alto. Mas é onde a empresa precisa estar.

MAP / DAP

P₂O₅ · 48–52% · base de plantio
Exposição a HormuzMÉDIA
Estratégia: travar 60% até junho. Origem principal Marrocos/EUA — exposição indireta via frete e energia. Janela de aplicação (set/out) é firme: produto precisa estar no armazém em agosto.

Cliente: análise de solo gratuita para definir dose otimizada. Empurrar formulações enriquecidas (com Zn, S).

Risco: médio.

KCl · Cloreto de Potássio

K₂O · 60%
Exposição a HormuzBAIXA
Estratégia: origem Canadá/Rússia/Bielorrússia, fluxo Atlântico. Risco baixo de desabastecimento, mas preço subiu 20% a/a. Comprar com calma, sem urgência.

Cliente: oportunidade de fidelizar via combo (vende KCl junto com formulado).

Risco: baixo. Foco em margem.

Sulfato de Amônio

N · 21% + S · 24%
Exposição a HormuzBAIXA
Estratégia: jogada principal de substituição. Subproduto da siderurgia e da indústria química, com origens mais diversificadas. Importação cresceu 27% a/a no início de 2026.

Cliente: posicionar como alternativa parcial à ureia, com bônus de enxofre — culturas que demandam S (soja, canola, milho) ganham.

Risco: baixo. Estoque agressivo.

Nitrato de Amônio

N · 32–34%
Exposição a HormuzMÉDIA-ALTA
Estratégia: origens Rússia/Europa — afetadas por sanções, mas não por Hormuz diretamente. Produto premium, usado em hortifruti e cobertura técnica.

Cliente: nicho de produtor de alta tecnologia. Margem boa, volume menor.

Risco: médio. Tratar como produto-margem, não produto-volume.

Formulados NPK

misturas customizadas
Exposição a HormuzMÉDIA
Estratégia: aqui mora a margem da casa. Misturar matéria-prima própria, com receitas customizadas por análise de solo. O custo varia, mas o valor agregado segura a relação.

Cliente: serviço de blendagem como diferencial. Receita técnica vinculada a contrato anual.

Risco: médio. Exige planejamento de matéria-prima coordenado.
08

Posicionamento por Cultura

A mensagem certa, no tempo certo, para cada produtor.
Cultura Janela crítica Fertilizante % receita Sensibilidade ao choque Mensagem comercial
Soja Plantio set/out · cobertura nov/dez ~18% Média Análise de solo + MAP otimizado + sulfato de amônio (bônus S). Foco em base bem feita, cobertura enxuta.
Milho 1ª safra Plantio set/out · cobertura out/nov ~25% Alta Ureia com inibidor, fracionamento, mapa de aplicação variável. Mostrar economia de 10–15% em dose.
Milho safrinha Plantio jan/fev 27 · cobertura fev/mar ~30% Crítica Cultura mais exposta. Vender pacote técnico completo + contrato com hedge de preço de ureia.
Algodão Plantio nov/dez · cobertura jan/fev ~20% Média Alto valor agregado, paga prêmio por consistência. Formulados customizados, atendimento técnico premium.
★ Café arábica Adubação fracionada · set/out · nov/dez · jan/fev ~22–30% Alta Cultura-âncora da Café Brasil. Safra 26/27 estimada em 66,2–75,6 Mi sacas — recorde. Ciclus NS e Viça Café como produto-padrão. Visita agronômica trimestral, plano de adubação por talhão, contrato anual de fornecimento.
★ Café conilon Irrigado · adubação parcelada o ano todo ~25% Média Crescimento estimado +37,7% na safra 26/27. Foco no Espírito Santo e Noroeste de Minas (Eduardo Botelho/Inorbert Melo). Ciclus NK + Viça Café + fertirrigação. Frente de expansão geográfica.
Cana Plantio + soqueira · contínuo ~15% Baixa-Média Contratos plurianuais com usinas. Foco em K e N escalonado. Negociação corporativa, não de varejo.
Pastagem Recuperação · out–dez ~12% Baixa Pecuarista é mais sensível a preço. Vender pacote de recuperação parcial, fracionar pagamento em arrobas.
Hortifruti Adubação contínua ~10% Baixa Fertilizantes especiais, nitrato, fertirrigação. Margem alta, volume baixo. Atendimento técnico é tudo.
09

Plano de Ações

Quatro frentes, doze ações, prazos definidos.
01

Programa "Café Brasil Garantia 26/27"

Contrato de fornecimento Café Brasil com 50–70% do volume travado em preço e 30–50% a preço de mercado. Pagamento em sacas de café (barter) — atrativo no cenário de margem apertada e na lógica do cafeicultor. Cria previsibilidade para a empresa e tira o produtor da paralisia. Ofertar primeiro para os 15 Embaixadores, depois para top 200, depois mercado geral.

Lançamento15/jun/2026 · embaixadores
Abertura geral30/jun/2026
Encerramento31/jul/2026
CustoR$ 180k (jurídico + marketing)
Meta40% do volume contratado
RiscoMédio
02

Boletim "Pulso Café Brasil" quinzenal

Boletim editorial enviado toda 2ª e 4ª terça do mês, 8h da manhã. Distribuição por WhatsApp Business (segmentado por região) + e-mail + site. Estrutura: (1) Mercado de fertilizantes em 3 parágrafos; (2) Café — preços ICE NY + cenário de exportação; (3) Lembrete agronômico do quinzenal; (4) Box técnico Café Brasil — 1 produto destacado por edição. Sempre assinado por agrônomo da casa, nunca pelo "marketing".

Estreia26/mai/2026 (ter)
Cadência2ª e 4ª terça do mês · 8h
CustoR$ 8k/mês (redator + design)
Meta 12m3.000 produtores ativos
RiscoBaixo
03

Operação Safra · força-tarefa de visitas técnicas

10 agrônomos (6 internos + 4 contratados temporariamente) percorrendo a base de produtores de café da Café Brasil em 60 dias. Cada agrônomo: 5 visitas/semana × 8 semanas = 40 visitas; total 400 visitas. Roteiro de 3h: conversa sobre cenário, análise visual, coleta de amostra de solo (laboratório parceiro 48h), entrega de plano de adubação em 7 dias e proposta comercial vinculada. Sem pressão de venda — agrônomo conduz, vendedor faz follow-up depois.

Período15/jun a 15/ago/2026
Visitas-meta400 em 60 dias
CustoR$ 380k (deslocamento + bônus + análise solo)
BônusR$ 200 por visita + 1% sobre contratos
Meta60% conversão em contrato
RiscoBaixo
04

Diversificação de origens — N

Abrir contratos com fornecedores fora do MENA: Rússia (Acron, Eurochem), Argélia (Sonatrach), Trinidad, Nigéria, China. Aceitar prêmio de 3–7% sobre FOB MENA pré-conflito — barato como seguro de continuidade.

PrazoCartas de intenção até 15/jun
CustoPrêmio ~US$ 25/t · ~R$ 6,5M*
Meta3 origens alternativas ativas
RiscoMédio
05

Compra escalonada 30/30/40

Travar 30% do volume de ureia agora a US$ 552; 30% em junho/julho na expectativa de queda; 40% em ago/set conforme sinais do conflito. Mix entre futuros (CBOT) e contratos físicos. Hedge cambial 100% das compras travadas.

Prazo3 tranches · mai/jul/set
CustoHedge ~R$ 1,2M
MetaCusto médio < US$ 480/t
RiscoMédio
06

Mix de substitutos de N

Aumentar share de sulfato de amônio (+S) e nitrato de amônio no portfólio. Negociar contrato com usinas siderúrgicas brasileiras. Ureia com inibidor NBPT como produto premium — vende a 10% acima da ureia comum.

PrazoContratos até 30/jun
CustoR$ 4,5M em estoque adicional
Meta15% do volume N em substitutos
RiscoBaixo
07

Linha de capital de giro reforçada

Negociar com BB, Itaú BBA, Rabobank limite adicional de R$ 60M para financiar estoque ampliado. Mix de Selic + LCA. Travar custo financeiro antes de precisar — credor reage diferente em pressão.

PrazoAprovação até 30/jun
CustoSelic+3,5% · ~R$ 8,5M/ano
MetaR$ 60M de funding aprovado
RiscoBaixo
08

Política formal de exposição máxima

Definir teto de capital empregado em estoque: máximo 35% do capital de giro próprio + linhas. Política de stop-loss documentada. Comitê semanal de risco até a normalização de Hormuz.

PrazoPolítica aprovada até 31/mai
CustoMarginal · governança
MetaComitê semanal ativo
RiscoBaixo
09

Hedge cambial e de commodity

NDF de dólar para 100% das compras em US$. Futuros de ureia no CBOT para 50% do volume travado fisicamente. Separar risco geopolítico de risco cambial — é erro clássico misturar.

PrazoOperacional em 15 dias
Custo~R$ 1,8M em prêmios
MetaVariância de custo < 5%
RiscoMédio
10

Campanha "Café Brasil · 30 anos do seu lado"

Posicionamento institucional ancorado nos 30 anos da empresa (fundação 15/out/1996). Não fala de preço — fala de história, entrega, performance. Manifesto da marca + 8 vídeos curtos com o dono, 6 vídeos com agrônomos da casa, 4 depoimentos de produtores (Embaixadores). Mídia segmentada por região: Sul de Minas, Cerrado, Mogiana, ES. Pico de mídia em jul/ago. Encerra com aniversário de 30 anos em outubro.

Estreia10/jun/2026 (qua)
Aniversário15/out/2026 · 30 anos
CustoR$ 850k (produção + mídia)
Meta+8 pts NPS regional · 40k seguidores Insta
RiscoBaixo
11

Plataforma "Plano Café Brasil"

Web/app simples (não-MVP-precário): produtor entra com talhão, cultura (foco em café arábica e conilon), análise de solo; sistema sugere combinação Ciclus/Viça Café/BRSolo/Bio Brasil ideal e plano de aplicação por janela (set, nov, jan, mar). Integra com vendedor para fechar contrato. Lock-in técnico — uma vez no sistema, dificilmente migra para concorrente. Diferencial regional claro.

MVP15/ago/2026 (beta com Embaixadores)
Lançamento público15/set/2026
CustoR$ 280k (desenvolvimento + UX)
Meta 6 meses800 produtores ativos · 15% via app
RiscoMédio
12

Ofensiva em mídia regional e rádio do agro

Patrocínio de blocos de mercado em rádios AM/FM dos polos cafeeiros (Sul de Minas Rural, Globo Rural Alfenas/Varginha, rádios do Cerrado em Patrocínio). Anúncios em Revista Cafeicultura, Globo Rural impresso, Cultivar e Portal do Agronegócio. Patrocínio segmentado em podcasts de agro (Conexão Agro, Café com Agro). Foco: top-of-mind durante a janela de decisão jun–set.

ContratosFechados até 30/mai/2026
Veiculaçãojun/2026 a fev/2027 (9 meses)
CustoR$ 640k (9 meses)
MetaAlcance 80% da base de produtores
RiscoBaixo
10

Simulador de Cenários

Mexa nas variáveis e veja o impacto sobre faturamento, margem e exposição.

Simulador Financeiro Interativo

Ajuste o faturamento base ao tamanho real da Café Brasil. Mix nitrogênio/fosfatado/potássio assumido em 45/30/25, margem bruta normal de 14%. Todos os cálculos escalam proporcionalmente.
Faturamento projetado
R$ 0M
Margem bruta projetada
0%
Lucro bruto
R$ 0M
Risco de ruptura de oferta
Vs. cenário "não fazer nada"
+R$ 0M
11

Matriz de Risco

Probabilidade × Impacto · cenários a monitorar nas próximas 12 semanas.
Impacto baixo
Impacto médio
Impacto alto
Alta probabilidade
Volatilidade cambial
Mitigado por NDF. Custo já no orçamento.
Queda gradual de preço da ureia
Curva de futuros já precifica. Mitigar com compra escalonada 30/30/40.
Produtor adiar compra ao limite
Risco real. Mitigar com Garantia de Safra + crédito estruturado + ofensiva técnica.
Média probabilidade
Atraso logístico portuário
Diversificação de portos (Santos, Paranaguá, Itaqui) já no plano.
Concorrente perder fornecedor
Oportunidade. Time pronto para captura de share.
Hormuz fechado > 180 dias
Cenário severo. Reservar 40% do volume em substitutos N. Plano de contingência ativado.
Baixa probabilidade
Greve no Mercosul
Baixo impacto, monitorar.
Quebra de safra por clima
Reduz demanda. Diversificação de carteira de clientes mitiga.
Escalada para conflito global
Cenário-cisne. Manter caixa mínimo + linhas pré-aprovadas + 0 dívida nova após junho.

O que NÃO fazer

  • Comprar todo o volume agora em pânico — você trava prejuízo se preço cair em julho.
  • Esperar sem fazer nada — perde a janela de maio–julho, paga prêmio em agosto.
  • Guerra de preço para baixo — margem morre e quando o mercado virar, sem fôlego.
  • Prometer preço fixo de longo prazo sem hedge — promessa quebrada queima 10 anos de reputação.
  • Comunicar pânico internamente — equipe insegura passa insegurança para o cliente.
  • Pular a análise de solo "para ir mais rápido" — vender sem dado técnico é vender mal.
12

Investimento e Retorno

O que custa executar o plano vs. o que custa não executar.
Programa Garantia de Safra
Estrutura jurídica, plataforma de contratos, marketing de lançamento, treinamento da força de vendas.
R$ 180kCapEx
Boletim e conteúdo digital
Boletim quinzenal, vídeos semanais, gestão de WhatsApp Business, equipe de mídia social.
R$ 96k/ano
Força-tarefa técnica
6 agrônomos · 60 dias de campo · 200 visitas técnicas · plano de adubação por cliente.
R$ 320kCapEx
Diversificação de origens
Prêmio estimado de US$ 25/t sobre origem MENA pré-conflito, em 50 mil t. Custo de oportunidade.
R$ 6,5Mcusto evitável
Estoque adicional substitutos N
15.000 t de sulfato de amônio + nitrato — capital de giro adicional.
R$ 4,5Mcapital de giro
Hedge cambial e commodity
NDF de dólar 100% das compras travadas + futuros CBOT 50% do volume.
R$ 3,0Mprêmios
Custo financeiro adicional
R$ 60M de capital de giro adicional a Selic + 3,5% por 6 meses.
R$ 4,3M/semestre
Marketing e branding
Campanha "Do seu lado", mídia regional, rádio, conteúdo digital.
R$ 1,3M/semestre
Plataforma digital (app/portal)
MVP do "Meu Plano de Adubação".
R$ 220kCapEx
Eventos com produtores
12 Cafés com Mercado + 4 Workshops + 1 Dia de Campo.
R$ 680k/safra
Investimento total · 12 meses
Caixa real: ~R$ 7,5M. Capital de giro: ~R$ 64,5M. Custo de oportunidade evitável: ~R$ 6,5M.
R$ 21,1M
Retorno esperado em cenário-base (alta 40% nos fertilizantes, share +8 pts): faturamento sobe de R$ 300M para ~R$ 360–390M na safra 26/27; lucro bruto incremental estimado entre R$ 18M e R$ 26M; payback do plano: 4–7 meses. Em cenário severo (Hormuz > 180 dias), o plano preserva R$ 30M+ que se perderiam por ruptura de oferta.
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Ações de Relacionamento & Eventos

Cada evento com data sugerida, palestrantes-alvo, formato, custo e o que precisa sair dele.
Princípio do calendário: a maior parte dos eventos institucionais do café acontece de março a junho (período de colheita). A Café Brasil precisa estar presente neles e criar os seus próprios eventos justamente fora desse pico — concentrados em junho a outubro, que é a janela de decisão de compra de insumos para a safra 26/27. Eventos próprios em maio são tarde demais (produtor já está em colheita); em novembro, são tarde demais (já comprou).
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Café com Mercado · Série Café Brasil

12 edições mensais · Sul de Minas, Cerrado e Mogiana
Formato: encontros pequenos e exclusivos de 20–30 produtores, das 8h às 11h. Café da manhã estruturado, sem agenda comercial direta. Pauta: análise de mercado de fertilizantes, cenário do café (futuros NY, exportação), geopolítica e Hormuz, e uma recomendação técnica curta da Café Brasil.

Datas e cidades sugeridas:
04/jun (qui) — Alfenas/MG · sede · público âncora
18/jun (qui) — Três Pontas/MG · região Cocatrel
02/jul (qui) — Varginha/MG · região Minasul
16/jul (qui) — Guaxupé/MG · região Cooxupé
06/ago — Patrocínio/MG · Cerrado Mineiro
20/ago — Monte Carmelo/MG · Cerrado
03/set — Franca/SP · Mogiana
17/set — Poços de Caldas/MG · Região Vulcânica
01/out — Manhuaçu/MG · Matas de Minas
15/out — Espírito Santo · cafés conilon (expansão)
• Mais 2 edições em nov/dez para fidelização pós-decisão de compra

Convidados externos (rotação): Tomás Pernías (StoneX, analista de fertilizantes); equipe de inteligência da Itaú BBA Agro; Heloisa Mara de Melo (Agroconsult, mercado de café); analista do Cepea/Esalq; um agrônomo de cooperativa local.

Convite: personalizado, físico, entregue pelo vendedor com 3 semanas de antecedência. Lista fechada.
Orçamento por edição:R$ 18.000
Orçamento anual (12 ed.):R$ 216.000
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Workshop "Adubação Inteligente em Cenário de Crise"

5 edições · jun a set · cidades-polo da cafeicultura
Formato: evento técnico de meio-dia (8h–13h) com 80–120 produtores, almoço incluído, material técnico impresso. Quatro blocos: (i) cenário de fertilizantes — preço, futuros, Hormuz; (ii) tecnologia de liberação lenta — Ciclus NS/NK na prática, dados de redução de dose; (iii) fontes alternativas de N — sulfato de amônio, fixação biológica (Bio Brasil); (iv) plano de adubação otimizado por cultura/talhão.

Datas e cidades sugeridas:
11/jun (qui) — Alfenas/MG · Hotel Sport · 120 vagas
25/jun (qui) — Varginha/MG · 100 vagas
23/jul (qui) — Patrocínio/MG · Cerrado · 120 vagas
13/ago (qui) — Franca/SP · Mogiana · 100 vagas
10/set (qui) — Vitória/ES ou Linhares/ES · conilon · 80 vagas

Palestrantes-alvo (convidar 2 por edição):
Prof. Dr. Tiago Tezotto (ESALQ/USP) — nutrição do cafeeiro e adubação
Prof. Dr. Cláudio Pagotto Ronchi (UFV) — fisiologia do cafeeiro
Prof. José Donizeti Alves (UFLA) — manejo preventivo e clima
Régis Ricco — engenheiro agrônomo, especialista em Sul de Minas
Guilherme Vinicius — analista climático Cooxupé
Inorbert de Melo Lima (Incaper) — para edições no ES
Diego Siqueira (ESALQ/USP) — mineralogia e qualidade do solo
• Agrônomo-sênior da própria Café Brasil — fechamento técnico com produtos da casa

Saída esperada: cada participante sai com plano de adubação simplificado para seu talhão + proposta comercial Café Brasil (sem pressão).
Orçamento por edição:R$ 45.000
Orçamento total (5 ed.):R$ 225.000
03

Dia de Campo Café Brasil 2026

1 edição-âncora · 17 de setembro de 2026 (qui) · fazenda parceira na região de Alfenas
Formato: evento-vitrine de dia inteiro, 250–350 convidados. Estações práticas espalhadas pela fazenda: (1) Vitrine Ciclus NS — talhão demonstrativo com diferentes doses; (2) BRSolo na prática — análise comparativa de solo corrigido vs não corrigido; (3) Bio Brasil em ação — demonstração de inoculação; (4) Aplicação variável — drone + mapa de NDVI; (5) Painel de mercado e econômico — tenda principal.

Por que 17 de setembro? Está exatamente no início da janela de aplicação base da soja/milho e imediatamente antes da florada do café — o produtor está com decisão de compra para a safrinha e cobertura ainda em aberto. Quinta-feira evita conflito com domingo de família e segunda de balanço.

Convidados especiais sugeridos (palestra de 30 min cada):
Heloisa Mara de Melo (Agroconsult) — "O Brasil como protagonista global do café em 2026/27"
Henrique Junqueira Franco (CROPMAN) — "Produzir mais com menos: estratégia de manejo em crise"
Tomás Pernías (StoneX) — "Fertilizantes pós-Hormuz: o que esperar para a safra 27/28"
Pesquisador convidado da Embrapa Café (Guaxupé) — fertilidade do solo cafeeiro

Patrocínios e parcerias: Cooxupé, Cocatrel, Minasul, Sicoob Credicoonai, Itaú BBA, Sebrae-MG. Empresas de máquinas (Jacto, Stara) com estande de demonstração.

Cobertura: contratar produção audiovisual completa — gera 6 meses de conteúdo para redes sociais. Convidar Revista Cafeicultura, Globo Rural, Canal Rural, podcast Conexão Agro. Live no Instagram da Café Brasil (@cafebrasilfertilizantes, 15k seguidores).

Saída esperada: cobertura de mídia regional + 200 leads qualificados + posicionamento institucional reforçado em momento-chave.
Orçamento:R$ 280.000
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Caravana Técnica Café Brasil

2 saídas · 14–16 de julho · 27–29 de outubro
Formato: viagem técnica de 3 dias com 25 clientes-chave por edição (top 50 da carteira), tudo pago pela Café Brasil. Não é viagem de turismo — é imersão técnica.

Caravana I · 14–16 de julho (ter–qui): "Por dentro da indústria"
• Dia 1 — Manhã: tour completo da fábrica Café Brasil em Alfenas (Distrito Industrial, Av. Alberto Vieira Romão, 325). Tarde: visita ao Centro de Pesquisas Cafeeiras Eloy Carlos Heringer (modelo de referência em pesquisa de café).
• Dia 2 — Procafé/Fundação Procafé em Varginha. Tarde: visita à Cooxupé em Guaxupé, com diretoria.
• Dia 3 — Visita à Embrapa Café (Brasília) ou Embrapa Cerrados, retorno.

Caravana II · 27–29 de outubro (ter–qui): "Café irrigado e tecnologia"
• Foco no Cerrado Mineiro. Patrocínio: ACA (Assoc. Cafeicultores de Araguari). Visita a propriedades-modelo em Patrocínio, Monte Carmelo. Inclui jantar com presidente da ACA Fernando Sacoman e o superintendente Eduardo Mosca. Diferencial: levar caravana ao polo concorrente para mostrar a clientes do Sul de Minas o que o Cerrado faz — gera novas ideias.

Convite: handwritten, entregue pessoalmente pelo gerente comercial ou pelo dono da empresa. Lista personalíssima — quem é convidado se sente parte de algo.

Saída esperada: contratos anuais de fornecimento renovados, indicações qualificadas, fidelização de 10 anos.
Orçamento por caravana:R$ 95.000
Orçamento total (2 ed.):R$ 190.000
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Programa "Embaixador Café Brasil"

Permanente · lançamento 30/jun/2026 · 15 produtores selecionados
Formato: 15 produtores-referência (não os maiores, mas os mais respeitados) em cada microrregião: Sul de Minas, Cerrado, Mogiana, Matas de Minas, Vulcânica. Cada um recebe pacote diferenciado:

• Visita técnica prioritária (mensal) por agrônomo-sênior
• Condição comercial preferencial (não desconto cego — condição de fornecimento e prazo)
• Voz no Conselho Consultivo Café Brasil (4 encontros anuais)
• Acesso antecipado a lançamentos e ensaios
• Material co-branded para usar em suas próprias redes
• Convite para todos os eventos da casa

Perfil para selecionar: produtores entre 50–500 ha, respeitados localmente, com presença em mídia/redes, abertos a tecnologia. Cada Embaixador influencia 30–50 outros produtores na sua microrregião.

Lançamento: jantar exclusivo em 30 de junho de 2026 em Alfenas, com presença do dono e da diretoria. Anúncio público no Instagram e LinkedIn no mesmo dia.

Encontros do Conselho Consultivo: 30/jun (jantar de lançamento), 15/set (pré-Dia de Campo), 03/dez (balanço da safra), 25/mar (planejamento próxima safra).

Inspiração: programa similar ao Clube illy do Café (referência de gestão de relacionamento na cafeicultura).
Orçamento anual:R$ 145.000
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Presença em Feiras Estratégicas 2026

Calendário oficial do café · Fenicafé · Expocafé · Andradas Café Festival · outras
Estratégia geral: estandes compactos e técnicos (não-feirão de vendas), com mini-palestras de 20 min ao longo do dia. Foco em qualificação de contato, não volume de cadastro. Marca premium, presença consistente.

Calendário 2026 (já mapeado, mas para reforço em 27):

Fenicafé · 13–16 abril de 2026 (passado) — Araguari/MG. Maior feira de irrigação em cafeicultura. Para 2027 já se planeja: estande, palestra técnica com Ciclus NS, presença em todos os 4 dias. Convidados-alvo do setor presentes: Cláudio Pagotto Ronchi (UFV), Tiago Tezotto (ESALQ), Régis Ricco (Sul de Minas), Eduardo Botelho de Bastos (Noroeste de Minas), Heloisa Mara de Melo (Agroconsult).

Expocafé · 26–28 maio de 2026 — Aeroporto de Três Pontas/MG (organização Cocatrel). Reposicionar para edição de 27.

Andradas Café Festival · 1–3 maio — Andradas/MG, Região Vulcânica. Patrocínio recomendado.

Encoffee (Encontro de Gestão de Cafeicultores) · Uberlândia — Cerrado Mineiro. Estande + patrocínio de coffee break.

Fórum Cooxupé · Guaxupé/MG (anual, geralmente agosto) — principal evento de relacionamento da maior cooperativa de café do mundo. Patrocínio + speaking slot.

Agrishow · Ribeirão Preto/SP (abr/2027) — feira-mãe do agronegócio.

Saída esperada: 4.000+ contatos qualificados/ano, presença consistente, blindagem competitiva.
Orçamento agregado anual:R$ 380.000
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Live mensal "Pulso Café Brasil"

Toda última quinta-feira do mês · Instagram + YouTube · 30 minutos
Formato: live de 30 min entre o dono da Café Brasil + um convidado mensal. Horário: 19h (após o dia no campo). Pauta fixa: (1) o que aconteceu no mercado no mês; (2) o convidado fala da especialidade dele; (3) Q&A ao vivo dos seguidores via WhatsApp/Instagram (15k seguidores já existem).

Calendário 2026:
28/mai — abertura · pauta: por que esse plano agora?
25/jun — convidado: Tomás Pernías (StoneX) · mercado de fertilizantes
30/jul — convidado: Régis Ricco · safra do Sul de Minas
27/ago — convidado: Heloisa Mara (Agroconsult) · mercado global de café
24/set — convidado: Prof. Tiago Tezotto (ESALQ) · adubação eficiente
29/out — convidado: Inorbert Melo (Incaper) · conilon e ES
26/nov — convidado: pesquisador Embrapa Café
17/dez — balanço do ano + previsão 27

Custo baixo, impacto alto. A consistência mensal cria audiência cativa. Conteúdo cortado vira shorts de 60 segundos para Instagram Reels e TikTok ao longo do mês todo.

Saída esperada: presença digital ativa, alcance orgânico mensal de 50k–100k, posicionamento como referência informacional regional.
Orçamento mensal (produção + mídia):R$ 8.500
Orçamento anual:R$ 102.000
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Encontro de Mulheres do Café · Café Brasil

1 edição · novembro de 2026 · sede em Alfenas
Formato: encontro de meio-dia voltado para mulheres produtoras, gestoras, herdeiras e profissionais do café. 60–80 convidadas. Pauta: sucessão familiar, gestão financeira na crise, sustentabilidade da lavoura, manejo agronômico — sem nada paternalista. Conteúdo de primeira linha.

Data sugerida: 12 de novembro de 2026 (qui) — momento estratégico: produtora já decidiu compra principal, está pensando em ajustes finais. Não conflita com Black Friday nem feriados.

Por que faz sentido: o tema é absolutamente atual — já há "3º Encontro das Mulheres das Matas de Minas e Caparaó" no calendário oficial do café. A Café Brasil ainda não tem essa iniciativa, e a marca tem oportunidade de ser pioneira no Sul de Minas/Cerrado. Cria afinidade de longo prazo com base nova de decisores.

Convidadas-alvo para palestras:
Maria Cecília Araújo (superintendente da Fenicafé, vice-prefeita de Araguari)
Ana Carolina Gomes (analista de agronegócios do Sistema Faemg Senar)
Mariana Maia (gerente jurídica da Faemg) — sucessão familiar
• Uma cafeicultora-referência do Sul de Minas (a definir, há várias com perfil)

Patrocinio cruzado: Banco do Brasil, Sebrae-MG, Faemg/Senar.
Orçamento:R$ 65.000
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Conselho Técnico Café Brasil

2 encontros anuais · julho 2026 · janeiro 2027 · fechado, estratégico
Formato: dia inteiro, 12 participantes externos + diretoria Café Brasil. Não é evento de marketing — é instrumento real de planejamento. Discussão de tendências, pesquisas, mercado, e validação de roadmap de produto da Café Brasil pelos próximos 18 meses.

Datas sugeridas:
22 de julho de 2026 (qua) — pós-Caravana I, definir lançamentos
27 de janeiro de 2027 (qua) — pós-safra principal, ajustes para próximo ciclo

Composição-alvo:
2 pesquisadores — convidar Embrapa Café, UFV ou UFLA
2 produtores-âncora — Embaixadores Café Brasil mais respeitados
1 representante de cooperativa — Cooxupé ou Cocatrel
1 analista de mercado — StoneX, Itaú BBA Agro ou Agroconsult
1 consultor de gestão — perfil tipo Conexão Agro
1 representante de revenda parceira
• Diretoria Café Brasil completa

Saída esperada: relatório de 5 páginas com recomendações claras. Histórico permanente, traz inteligência real para a casa. Cria a marca como empresa que escuta, não só fala.
Orçamento por encontro:R$ 35.000
Orçamento anual (2 ed.):R$ 70.000
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Visitas Técnicas em Massa "Operação Safra"

200 visitas em 60 dias · 15 jun a 15 ago de 2026
Formato: força-tarefa de 6 agrônomos da casa + 4 agrônomos contratados temporariamente, divididos por microrregião. Cada agrônomo faz 5 visitas/semana × 8 semanas = 40 visitas. Total: 400 visitas em 60 dias (mais ambicioso que o plano original de 200).

Roteiro de cada visita (~3 horas):
• Conversa franca com produtor sobre cenário e preocupações
• Análise visual de solo e lavoura
• Coleta de amostras (laboratório parceiro · 48h)
• Plano de adubação preliminar entregue em 7 dias
• Proposta comercial vinculada — sem pressão

Estrutura organizacional: coordenação centralizada em Alfenas, com agenda compartilhada via app interno. Reunião semanal de alinhamento toda sexta-feira às 16h.

Diferencial: em ano normal o produtor é assediado por vendedores. Em ano de crise, ele é abandonado — vendedores não conseguem responder dúvidas. Mandar agrônomo (não vendedor) faz toda a diferença.

Bônus de campo: R$ 200 por visita com plano entregue + comissão de 1% sobre contratos fechados. Motivação real, não simbólica.
Orçamento total (60 dias):R$ 380.000
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Patrocínios Estratégicos · Cooperativas e Associações

Plurianuais · Cooxupé · Cocatrel · Minasul · ACA · Procafé
Formato: patrocínio institucional e técnico nas principais cooperativas e associações do café no Brasil. Não é só dinheiro — é patrocínio com conteúdo: a Café Brasil oferece dia de campo, ensaio técnico ou palestra dentro da estrutura da cooperativa.

Alvos prioritários para abordagem:

Cooxupé · Guaxupé/MG — maior cooperativa de café do mundo. Patrocinar Fórum Cooxupé (anual). Contato sugerido: equipe de relacionamento com fornecedores.

Cocatrel · Três Pontas/MG — Expocafé (maio). Patrocínio de estande e palestra técnica.

Minasul · Varginha/MG — programa de assistência técnica conjunta.

ACA (Assoc. Cafeicultores de Araguari) — pres. Fernando Sacoman, dir. Eduardo Mosca. Fenicafé. Patrocínio de longo prazo.

Fundação Procafé · Varginha/MG — pesquisa aplicada em café. Patrocínio de bolsa ou ensaio específico com produtos Café Brasil. Gera publicação científica = vantagem de marca por 10 anos.

Sistema Faemg/Senar — analista Ana Carolina Gomes. Apoio em programas de assistência técnica regional.

Cecafé e Emater-MG — programa de cafeicultura regenerativa em Minas Gerais. Patrocínio alinhado ao discurso Bio Brasil.

Saída esperada: presença institucional em todos os fóruns que importam. Quando a cooperativa fala em fertilizante, Café Brasil está na mesa. Vantagem competitiva difícil de copiar.
Orçamento agregado anual:R$ 320.000
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Conteúdo Digital Permanente · Boletim e Redes

Permanente · WhatsApp + Instagram + YouTube + e-mail
Formato: sistema de conteúdo educacional contínuo, não-comercial. A Café Brasil já tem base no Instagram (@cafebrasilfertilizantes, 15k seguidores) e YouTube. Faltam cadência e profissionalização.

Componentes:

Boletim Pulso quinzenal — toda 2ª e 4ª terça do mês, 8h. Por e-mail (base de produtores) e WhatsApp Business (lista de transmissão segmentada). Conteúdo: análise de mercado de fertilizantes, futuro do café, lembrete agronômico do quinzenal.

Stories diários no Instagram — pelo menos 3 por dia útil: 1 técnico, 1 de bastidores (fábrica, equipe, vida em Alfenas), 1 de mercado.

Reels semanais — toda quarta. 60 segundos com agrônomo da casa sobre tema técnico. Exemplos: "como reduzir 15% da dose de ureia", "o que é liberação lenta", "diferença entre Ciclus NS e ureia comum".

YouTube mensal — vídeo longo (10–15 min) com dono ou diretor técnico, comentando o mês.

WhatsApp Business segmentado — listas por região (Sul de Minas, Cerrado, Mogiana, ES) com conteúdo específico. Vendedor envia, mas conteúdo é central.

Equipe necessária: 1 estagiário de jornalismo/comunicação dedicado, 1 fotógrafo/editor de vídeo freelancer 3x/semana, agência de mídia paga (R$ 12k/mês para distribuição segmentada).

Saída esperada: crescer Instagram de 15k → 40k em 12 meses. Boletim com 3.000+ assinantes ativos. Autoridade informacional consolidada.
Orçamento mensal:R$ 28.000
Orçamento anual:R$ 336.000
Orçamento agregado de relacionamento & eventos (12 meses): R$ 2,73 milhões. Para uma empresa de R$ 300M de faturamento, isso representa ~0,9% da receita em marketing/relacionamento — patamar competitivo para indústria de insumos premium. Cada R$ 1 gasto aqui captura ou defende, em média, R$ 8–12 de receita ao longo de 24 meses.
Resumo executivo · Café Brasil · 30 anos em outubro de 2026
A Café Brasil tem 30 anos, raiz em Alfenas, autoridade técnica comprovada (Ciclus NS, Ciclus NK, Viça Café, BRSolo, Bio Brasil) e uma base de produtores que conhece pelo nome. Na crise de Hormuz, isso vale mais que nunca. Nossa estratégia é dupla: travar suprimento mínimo para não ficar sem produto em set/out e jan/fev, e ser o agente de calma e inteligência técnica no relacionamento com o cafeicultor. Quem vai ganhar a safra 26/27 não é quem comprou mais barato — é quem estava ao lado do produtor com informação, solução e produto disponível na hora da decisão. Vamos jogar para os próximos doze meses, não para a próxima semana.
— Plano interno Café Brasil Fertilizantes · Alfenas · 15 mai 2026